A castanha de caju do município de Serra do Mel conquistou sua Indicação Geográfica, o reconhecimento oficial que garante origem, protege qualidade e impede que qualquer outro lugar do mundo venda castanha como se fosse daqui.
Isso não acontece por acaso. Acontece quando uma cidade decide que o que ela produz merece ser levado a sério.
Foi com esse espírito que a Prefeitura de Serra do Mel marcou presença no Encontro das Indicações Geográficas RN-PB, realizado em Caicó. Ao lado de representantes do Rio Grande do Norte e da Paraíba, o município sentou à mesa para discutir o que realmente importa: como fazer um produto local virar referência de mercado.
A comitiva chegou forte. João Marcos, presidente da Aprocastanha, representou a classe produtiva. Os produtores Odiléia Santos, Ronny Hudson e Marcelo Rocha trouxeram a voz de quem vive do campo. A agrônoma Glenda Soares de Lira e Franco Marinho, gestor de fruticultura do Sebrae-RN, completaram o grupo.
Não vieram sozinhos. O Sebrae entrou com capacitação e expertise. O Banco do Nordeste, por meio do Prodeter, com ações estruturantes e acesso a políticas de fomento. A Aprocastanha com o que ninguém mais tem que é a experiência real de quem planta, colhe e vende castanha em Serra do Mel.
O encontro debateu boas práticas de gestão, estratégias de valorização de produtos regionais e ampliação de mercados. Troca de experiência entre territórios que já entenderam: origem é diferencial. Origem é valor. Origem é o que ninguém pode imitar.
“Estamos avançando na valorização do nosso produto, com foco em qualidade, origem e mercado”, afirmou João Marcos.
A Indicação Geográfica não é um prêmio. É uma ferramenta. Ela abre portas no mercado nacional e internacional. Ela agrega valor direto na ponta, no bolso de quem acorda antes do sol para cuidar do cajueiro.
Quem ganha com isso? O produtor que acorda cedo. A família que vive do campo. Serra do Mel inteira.



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