De acordo com o estudo, foram consideradas competitivas as chapas cujos partidos possuem representação no Congresso Nacional e que alcançaram pelo menos 1% dos votos no primeiro turno das eleições anteriores.
Atualmente, apenas a candidata à Presidência Samara Martins e sua vice, Raquel Bricio, ambas da Unidade Popular (UP), formam uma chapa composta por mulheres. No entanto, o partido não possui representantes na Câmara dos Deputados nem no Senado, ficando fora dos critérios adotados pelo levantamento.
Havia expectativa de que outras mulheres integrassem chapas presidenciais neste ano. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por exemplo, chegou a cogitar uma mulher para a vice-presidência, mas oficializou o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como companheiro de chapa.
O cenário representa uma mudança em relação às últimas eleições. Em 2022, Simone Tebet concorreu à Presidência pelo MDB, tendo Mara Gabrilli como vice, enquanto Ana Paula Matos integrou a chapa de Ciro Gomes. Já em 2018, Manuela d'Ávila foi candidata a vice-presidente na chapa de Fernando Haddad, que chegou ao segundo turno.
A ausência de mulheres nas principais chapas presidenciais ocorre em um contexto de debates sobre a participação feminina na política e de discussões envolvendo a representatividade das mulheres nos espaços de poder.
Fonte: Folha de S.Paulo.


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