A representação tem como alvo também o prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros, e envolve uma ação realizada na comunidade rural de Puxa-Boi, onde moradores apresentaram reclamações relacionadas ao acesso a serviços de saúde e ao abastecimento de água.
Segundo a coligação, o prefeito teria utilizado a estrutura pública municipal durante a atividade e associado a oferta de serviços e soluções para as demandas da comunidade ao apoio eleitoral à chapa de Allyson Bezerra. O episódio já havia sido divulgado em reportagens sobre uma reunião realizada no local, na qual Marcos Medeiros pediu votos para Allyson e para Cinthia de Allyson.
A peça apresentada ao TRE também cita a participação da secretária municipal de Saúde, Morgana Dantas, que, segundo a acusação, estaria utilizando rádio comunicador e vestindo material relacionado à campanha durante a atividade.
Para a coligação, a situação teria transformado a estrutura da saúde municipal em instrumento de campanha e provocado constrangimento aos moradores quanto à liberdade de escolha do voto.
A representação afirma ainda que Marcos Medeiros publicou registros da atividade em seu perfil oficial no Instagram no dia 21 de setembro. Conforme a acusação, a publicação teria sido posteriormente editada, no dia 23, retirando referências aos candidatos. A coligação sustenta que os registros originais já haviam sido preservados.
A reportagem que repercutiu o episódio informou que moradores de Puxa-Boi cobravam melhorias no abastecimento de água e atendimento médico, já que a comunidade não possui Unidade Básica de Saúde. Durante a reunião, o prefeito pediu apoio eleitoral a Allyson e Cinthia de Allyson.
As acusações apresentadas pela coligação ainda serão analisadas pela Justiça Eleitoral. A representação não significa, por si só, que as irregularidades apontadas tenham sido reconhecidas ou comprovadas pela Justiça.
Fonte: o poti


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