Na região Nordeste, apenas o Piauí registrou número menor que o do RN, com 109 casos. Os maiores números de desaparecimentos foram identificados na Bahia (959), em Pernambuco (695) e no Ceará (401). Em todo o país, foram contabilizados 23,9 mil desaparecimentos de menores no último ano.
O sociólogo e especialista em segurança pública Francisco Augusto Cruz explica que o desaparecimento de pessoas no país, sobretudo de menores de idade, pode apresentar diferentes causas. Entre elas, estão conflitos familiares, situações de violência doméstica, negligência, abuso, alcoolismo, uso de drogas e conflitos geracionais. Na maior parte dos casos, os desaparecimentos são de curta duração, mas revelam fragilidades do ambiente de proteção social.
O especialista atribui a queda nos desaparecimentos, especialmente no Rio Grande do Norte, a um conjunto articulado de políticas públicas voltadas à prevenção e investigação de casos. Embora a subnotificação seja um desafio histórico na área de políticas públicas, ele defende que isso não pode explicar isoladamente o cenário no Estado. “Os dados recentes indicam que o cenário atual não pode ser explicado apenas por subnotificação, mas principalmente por transformações institucionais relevantes na forma como o Estado atua”, aponta.
Tribuna do Norte


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