Do total de barragens potiguares que exigem maior atenção, 45 são administradas pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) e outras 45 pertencem à iniciativa privada. A classificação da ANA indica necessidade de monitoramento reforçado e de medidas preventivas, mas não significa que exista risco iminente de rompimento.
O relatório também mostra que 85 barragens do estado possuem Dano Potencial Associado (DPA) alto ou médio, indicador que avalia os possíveis impactos de um eventual rompimento sobre a população, infraestrutura, meio ambiente e economia. Além disso, 36 estruturas foram classificadas com Categoria de Risco (CRI) alta, relacionada às condições de conservação, operação, manutenção e cumprimento das normas legais.
Entre as barragens que aparecem nas duas classificações estão Santa Cruz do Apodi, Umarí, em Upanema, e Tabatinga.
Atualmente, a Semarh é responsável por 70 das 836 barragens existentes no Rio Grande do Norte. Segundo o órgão, 28 estruturas estão em fase final de recuperação, enquanto outras 17 ainda deverão passar por obras. Apenas as barragens de Oiticica, Passagem das Traíras e Lucrécia possuem Plano de Segurança de Barragens (PSB) e Plano de Ação de Emergência (PAE), enquanto as demais seguem em processo de adequação.
O assessor técnico da Semarh, Carlos Nobre, reforçou que nenhuma barragem administrada pelo Estado apresenta risco de rompimento. De acordo com ele, todas as estruturas passam por inspeções técnicas periódicas e monitoramento permanente.
A secretaria estima que sejam necessários cerca de R$ 30 milhões por ano para garantir a manutenção preventiva e a recuperação das barragens estaduais. Nos últimos anos, os investimentos dos governos estadual e federal no setor ultrapassaram R$ 1 bilhão, com destaque para os mais de R$ 900 milhões destinados à Barragem de Oiticica e R$ 22 milhões aplicados na recuperação da Barragem Passagem das Traíras.


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